Motivação é o que leva as pessoas a uma determinada ação. Trata-se de processo neurológico, que se inicia dentro de cada um. Nunca se valorizou tanto esse sentimento como nos dias atuais, principalmente se refletirmos sobre o mundo corporativo. Você sabe o que causa a valorização dessa competência? A motivação ser a grande responsável pela sensação de querer avançar, abrir-se para desafios e ter vontade de inovar para conquistar resultados.
A
motivação também aguça os nossos sentidos dando para a vida um colorido extra,
som harmônico e leveza aos dias. Isso tudo fornece, a qualquer dia,
uma excelente dosagem de otimismo, o que faz bem à alma, coração e corpo.
Considero a motivação no nosso
organismo como um belo combustível que
nos impulsiona às conquistas, fazendo com que cada dia se torne uma
oportunidade para viver o melhor, o melhor com você e para o mundo externo.
Quando
estamos motivados, uma força interna apresenta-se, incessante, colaborando para
mantermos o foco nos nossos objetivos e metas.
Colaborando
com uma alta performance em todos os setores para onde levarmos essa forma de
atuar .
Agora,
mesmo diante de todos os benefícios da motivação, o que torna as vezes os seres
humanos inábeis para produzirem esse bem tão precioso?
Pare
por alguns segundos e penso o quanto você foi ensinado a desenvolver um estado
interno de motivação?
Pode
parecer estranho, quem sabe até um pouco diferente fazer essa pergunta, no
entanto, desenvolvemos o que aprendemos em nossas vidas e poucos são os que
estão preparados para desenvolverem sua própria motivação.
Um
dos principais focos da Programação Neurolinguistica é desenvolver estratégias
neurológicas que nos torne capazes de nos auto-motivarmos.
Então,
tenho uma excelente noticia: a motivação é algo que só você pode construir,
alimentar e se beneficiar dela! Conhecer sua neurologia e suas aspirações é um
passo importante para conquistar essa sensação.
Observe
ao seu redor. Note que há pessoas motivadas no trabalho, na saúde, na vida
afetiva e nas relações sociais. Por exemplo, uma profissional que acorda e se
sente bem por ter um dia pela frente, com várias atividades e com oportunidades
de realizar o que para ela é importante, está motivada. Ou uma pessoa que vai à
academia religiosamente, com felicidade e comprometimento em cuidar da saúde.
Ou, então, a mulher que se dedica ao relacionamento afetivo com disposição e
energia, para ofertar ao parceiro momentos de amor e prazer.
Quando
há motivação, o desenvolvimento da ação é desprovido de qualquer complicação. O
agir flui e torna-se automático. A concentração está toda em chegar à solução
dos problemas que lhe compete resolver.
O
que, então, torna alguém motivado? O primeiro fator é o que, na Programação
Neurolingüística, chamamos de Foco, ou seja, onde você quer, de fato, colocar
sua atenção. Entenda-se, aqui, atenção como capacidade de absorver os dados que
sua neurologia possui. E vamos estabelecer a primeira diferença que faz uma
pessoa ter motivação ou desmotivação. Quando ela tem o foco no produtivo,
naturalmente está atuando para ter motivação. Isso significa enaltecer o que
existe na experiência que está vivendo.
Toda
experiência de vida tem várias informações que são de extrema relevância. E
sensato, dirigir minha atenção para
esses aspectos. Exemplo: posso acordar e pensar em tudo o que quero realizar no
meu trabalho, com competência e envolvimento, para atingir as metas
estabelecidas. A cada resultado positivo, sinto-me competente e melhor
profissional. E, no final do mês, sei que meus resultados financeiros me
aproximam de uma viagem que quero fazer com minha família. Esse foco produtivo
é ótimo estimulo interno para minha motivação interna. Posso, automotivar, se desejar.
Para
que esse foco possa ser empregado com freqüência, uma autoreflexão também se
torna oportuna. Coloca-se, a questão: o que é mais importante para você?
Existem pessoas vivendo com o foco no improdutivo e que só pensam que estão
sendo obrigadas a realizar algo. Nessas circunstâncias, tudo sai diferente do
esperado e, por isso, pior. Habitualmente, essas pessoas listam, com
facilidade, o que está “errado” em suas vidas e em tudo o que fazem. Por isso,
sentem desânimo e, às vezes, desamparo. E, obviamente, desmotivação.
Quanto mais você treinar sua neurologia para
prestar atenção no que é desconfortável, você sentirá muito mais desconforto.
Lembre-se: as coisas produtivas estão no mesmo lugar das improdutivas. Basta
você decidir para onde quer dirigir sua atenção.
Quando
falamos com uma pessoa motivada, ela fala das coisas como se já as estivesse
vivenciando. E está! A representação que tem dentro da sua mente é a da
conquista, que experimenta em toda sua extensão.
Ela está aqui, atuando, e já tem definido o
que quer obter, com cada ação necessária para alcançar o objetivo. Isso torna
toda a experiência uma grande realização, que institui um ciclo-virtuoso, em
que cada realização gera mais motivação e a motivação leva a uma nova
realização.
Isso
é muito comum quando percebemos uma pessoa desenvolvendo determinada atividade
física em que os resultados são especificamente percebidos. A cada nova
conquista, ela se motiva mais, reconhecendo que tem maiores habilidades e que
pode avançar. Isso traz realização, que a motiva, mais e mais. Esse é um ciclo-virtuoso
estabelecido.
Para
uma pessoa iniciar atividades físicas é determinante definir o que se quer ter
e também representar, concretamente, isso dentro da mente, através de imagens,
sons e sensações. Ou seja, através dos sentidos. É muito comum as pessoas
desmotivarem-se ao começarem as atividades físicas. Habitualmente, começam a
definir o que de fato desejam. Sem uma referência interna do que querem, de
fato, não têm como imaginar, sentir e ter registros auditivos do que significa
o seu objetivo. Com a ausência destas informações, o cérebro opta por
desmotivar-se.
Quer
se motivar? Visite o seu futuro. O que você quer no futuro? Vale lembrar que o
futuro pode ser daqui a 20 minutos. Dependendo do seu objetivo, esse futuro é
quase que imediato.
Para
ter motivação, portanto, é imprescindível a direção da atenção. A energia sem
direção torna-se desperdício. E, em época de sustentabilidade, isso é um
despropósito. Afinal, dirigir a atenção para a direção produtiva pode render
muitos frutos para sua motivação.
Marcia Dolores Resende.

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